Somos Tão Jovens (2013)

8 de Maio de 2013 at 2:21 Deixe um comentário

Somos Tão Jovens deixa emoção de lado e conta a história de Renato Russo de maneira fria

Cinebiografia do líder da Legião Urbana deixa emoção de lado e conta a história de Renato Russo de maneira fria

O filme que conta a história do início da carreira de Renato Russo em Brasília até a formação da Legião Urbana tem de tudo, menos coração, fator responsável por criar e ainda hoje mover os fãs da banda 16 anos após a morte seu líder.

“Somos Tão Jovens” estreou nesta sexta-feira (03) e teve ótimo desempenho em seu primeiro fim de semana em cartaz, alcançando a marca de R$ 5,8 milhões e levando 471,5 mil espectadores ao cinema. Número que supera a estreia da cinebiografia de Cazuza em 2004, que atraiu apenas metade desses espectadores. Apesar da boa média nacional, assisti ao filme nesta terça-feira (07) com a companhia de cerca de 30 pessoas. O que pode representar até um número satisfatório em se tratando de uma produção brasileira, já que na estreia de “Dois Coelhos” em 2012 só havia umas 10 pessoas na sala de cinema.

Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura (Gatão de Meia Idade), o elenco conta com Thiago Mendonça (Renato Russo), Marcos Breda, Bianca Comparato e Laila Zaid, que para mim foi o maior destaque do filme. Nunca gostei do protagonista do longa, fato que me fez ficar longe das notícias sobre o filme e não criar expectativas sobre a cinebiografia do meu ídolo Renato Russo. Mas deixei a antipatia de lado e curti a atuação de Mendonça. Ele não faz nada de incrível, mas segura muito bem o filme. Faz os trejeitos, as danças esquisitas e o vozeirão de Renato sem parecer caricato.

Laila Zaid é o grande destaque do filme. Com uma ótima interpretação, atriz proporciona os momentos mais emocionais do longa

Laila Zaid é o grande destaque do filme. Com uma ótima interpretação, atriz proporciona os momentos mais emocionais do longa

Mas a grande atuação do filme ficou a cargo de Laila Zaid, o que foi uma surpresa pra mim. Laila estreou como atriz em “Malhação” em 2004 e depois seguiu para a Record (onde não vi nenhum de seus trabalhos), em 2012 voltou pra Globo numa novela que não assisti. Ela havia feito participações mínimas em três filmes, mas essa foi a primeira vez que a atriz carioca ganhou uma personagem de destaque. E se saiu muito bem. Laila interpreta Ana Cláudia, a Aninha, grande amiga de Renato. A relação entre os dois é o ponto forte do filme, o único momento em que é possível ver o ser humano Renato Russo, já que todo o resto da história trata a vida e carreira do líder da Legião Urbana de forma didática e fria. A segurança e o carisma de Laila fazem com que os espectadores torçam pelo casal de amigos.

O filme se esforça para contextualizar a época em que o Brasil vivia, ou seja, a ditadura. O longa começa com a doença óssea que manteve Renato preso a uma cama por seis meses, período utilizado pelo então adolescente de 15 anos para ler e ouvir muita música. O momento difícil serviu para dar base ao que seria a carreira musical de Renato. A história percorre o início e fim do “Aborto Elétrico”, primeira banda do cantor, e mostra pequenas participações de Dinho Ouro Preto e Herbert Vianna na vida de Renato Russo. Prestem atenção nas pequenas aparições do líder do Paralamas do Sucesso, é incrível como o ator consegue falar de forma quase idêntica a de Herbert.

O filme é bom. Os protagonistas parecem confortáveis em seus papeis. A direção é segura. O roteiro cumpre a função da cinebiografia, que é a de contar o passo a passo do início do interesse de Renato pela música até a formação da banda que daria a ele fama nacional. Mas tudo isso é feito de forma seca. Os únicos momentos emocionantes do filme são seus minutos iniciais e finais, quando temos as imagens e a voz de Renato Russo na telona. Nem a bela cena onde a impressionante Laila Zaid perdoa seu amigo consegue mexer com a emoção. O que é uma pena. Estava preparada para chorar no cinema. Mas o que vi foi uma espécie de documentário sem sal. História que poderia ter sido contada dentro de qualquer programa especial de TV sobre Renato Russo, o líder de uma das maiores bandas do Brasil, a minha banda favorita ever.

Por Débora Anício

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