Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2012)

8 de Janeiro de 2013 at 20:00 Deixe um comentário

Camila Pitanga - Eu Receberia as Piores Notícias dos seus lindos lábios

Adorei esse título! Pra falar a verdade só assisti ao filme por causa do nome, afinal, independente da qualidade do longa, ele merece elogios só pela coragem de usar um título desses. Nada contra, muito pelo contrário, acho ótimo dar uma mudada nos padrões de vez em quando, afinal não tem nenhuma lei que defina quantas palavras tem que existir num título de filme, né?!

Então vamos à obra! O filme dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca foi inspirado no livro homônimo de Marçal Aquino, que também trabalhou no roteiro do longa. O filme de 2012 foi a sexta parceria firmada entre Brant e Aquino no cinema, anteriormente eles já tinham feito “Os Matadores” (1997), “Ação Entre Amiogos” (1998), “O Invasor” (2001), “Crime Delicado” (2005) e “Cão Sem Dono” (2007).

Estrelado por Camila Pitanga, o filme conta a história de uma prostituta que deixa as drogas e as ruas com a ajuda de um pastor evangélico, Ernani (Zé Carlos Machado). Feliz com a possibilidade de uma nova vida e com o fato de que alguém a enxergou como ser humano, Lavínia (Pitanga) se casa com Ernani. O casal deixa São Paulo e segue par o Pará.

Depois de ter sua vida conjugal estabelecida no Norte do Brasil, Lavínia conhece Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo que resolveu trocar a agitação da metrópole pelo interior do Pará. A partir daí se cria um triângulo amoroso imprevisível.

Gustavo Machado e Camila Pitanga

O Norte do país é lindamente retratado pelo filme, que possui uma fotografia elogiável. O que também é muito retratado pelo filme é a nudez de Camila Pitanga. Isso mesmo, se você quer ver a atriz global pelada, assista “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”. Nesse ponto eu faço minha crítica à história, por achar desnecessária tanta falta de roupa. Mas para falar melhor sobre nudez, não apenas neste filme, mas no cinema brasileiro em geral, é preciso fazer um post especial, principalmente com outras opiniões. Mas analisando apenas este filme de Beto Brant, eu arrisco em dizer que a nudez foi desnecessária em alguns momentos.

Confesso que comecei a assistir ao filme com uma certa má vontade (não sei porque, talvez o dia e o calor infernal que me deixa zonza) e isso pode obviamente afetar minha recepção a ele, mas achei que ele foi muito apelativo em alguns momentos. A primeira cena do filme é uma mulher nua, mulher esta que em nenhum momento participa da história. Ok que essa cena poderia estar retratando os habitantes da distante cidade paraense, e talvez até estar fazendo uma referência entre a integração homem-terra. Esta primeira e todas as cenas de nudez podem sim ter sentido e se encaixarem perfeitamente dentro do filme, mas achei que muitos desses takes foram descecessários e, por que não, apelativos.

O filme foi lançado em maio de 2012 e teve cerca de 108 mil espectadores. Os números foram fracos e à reação a ele também, tanto que não vi muita divulgação e nem muitos comentários sobre ele. Foi o que disse no início do texto, achei um filme com um título exótico e assisti. O que é uma pena, pois independente deu ter gostado ou não da história, os filmes brasileiros deveriam ser mais divulgados.

Por Débora Anício

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Trailer: Vai que Dá Certo Somos Tão Jovens (2013)

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