Somos Tão Jovens (2013)

Somos Tão Jovens deixa emoção de lado e conta a história de Renato Russo de maneira fria

Cinebiografia do líder da Legião Urbana deixa emoção de lado e conta a história de Renato Russo de maneira fria

O filme que conta a história do início da carreira de Renato Russo em Brasília até a formação da Legião Urbana tem de tudo, menos coração, fator responsável por criar e ainda hoje mover os fãs da banda 16 anos após a morte seu líder.

“Somos Tão Jovens” estreou nesta sexta-feira (03) e teve ótimo desempenho em seu primeiro fim de semana em cartaz, alcançando a marca de R$ 5,8 milhões e levando 471,5 mil espectadores ao cinema. Número que supera a estreia da cinebiografia de Cazuza em 2004, que atraiu apenas metade desses espectadores. Apesar da boa média nacional, assisti ao filme nesta terça-feira (07) com a companhia de cerca de 30 pessoas. O que pode representar até um número satisfatório em se tratando de uma produção brasileira, já que na estreia de “Dois Coelhos” em 2012 só havia umas 10 pessoas na sala de cinema.

Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura (Gatão de Meia Idade), o elenco conta com Thiago Mendonça (Renato Russo), Marcos Breda, Bianca Comparato e Laila Zaid, que para mim foi o maior destaque do filme. Nunca gostei do protagonista do longa, fato que me fez ficar longe das notícias sobre o filme e não criar expectativas sobre a cinebiografia do meu ídolo Renato Russo. Mas deixei a antipatia de lado e curti a atuação de Mendonça. Ele não faz nada de incrível, mas segura muito bem o filme. Faz os trejeitos, as danças esquisitas e o vozeirão de Renato sem parecer caricato.

Laila Zaid é o grande destaque do filme. Com uma ótima interpretação, atriz proporciona os momentos mais emocionais do longa

Laila Zaid é o grande destaque do filme. Com uma ótima interpretação, atriz proporciona os momentos mais emocionais do longa

Mas a grande atuação do filme ficou a cargo de Laila Zaid, o que foi uma surpresa pra mim. Laila estreou como atriz em “Malhação” em 2004 e depois seguiu para a Record (onde não vi nenhum de seus trabalhos), em 2012 voltou pra Globo numa novela que não assisti. Ela havia feito participações mínimas em três filmes, mas essa foi a primeira vez que a atriz carioca ganhou uma personagem de destaque. E se saiu muito bem. Laila interpreta Ana Cláudia, a Aninha, grande amiga de Renato. A relação entre os dois é o ponto forte do filme, o único momento em que é possível ver o ser humano Renato Russo, já que todo o resto da história trata a vida e carreira do líder da Legião Urbana de forma didática e fria. A segurança e o carisma de Laila fazem com que os espectadores torçam pelo casal de amigos.

O filme se esforça para contextualizar a época em que o Brasil vivia, ou seja, a ditadura. O longa começa com a doença óssea que manteve Renato preso a uma cama por seis meses, período utilizado pelo então adolescente de 15 anos para ler e ouvir muita música. O momento difícil serviu para dar base ao que seria a carreira musical de Renato. A história percorre o início e fim do “Aborto Elétrico”, primeira banda do cantor, e mostra pequenas participações de Dinho Ouro Preto e Herbert Vianna na vida de Renato Russo. Prestem atenção nas pequenas aparições do líder do Paralamas do Sucesso, é incrível como o ator consegue falar de forma quase idêntica a de Herbert.

O filme é bom. Os protagonistas parecem confortáveis em seus papeis. A direção é segura. O roteiro cumpre a função da cinebiografia, que é a de contar o passo a passo do início do interesse de Renato pela música até a formação da banda que daria a ele fama nacional. Mas tudo isso é feito de forma seca. Os únicos momentos emocionantes do filme são seus minutos iniciais e finais, quando temos as imagens e a voz de Renato Russo na telona. Nem a bela cena onde a impressionante Laila Zaid perdoa seu amigo consegue mexer com a emoção. O que é uma pena. Estava preparada para chorar no cinema. Mas o que vi foi uma espécie de documentário sem sal. História que poderia ter sido contada dentro de qualquer programa especial de TV sobre Renato Russo, o líder de uma das maiores bandas do Brasil, a minha banda favorita ever.

Por Débora Anício

8 de Maio de 2013 at 2:21 Deixe um comentário

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2012)

Camila Pitanga - Eu Receberia as Piores Notícias dos seus lindos lábios

Adorei esse título! Pra falar a verdade só assisti ao filme por causa do nome, afinal, independente da qualidade do longa, ele merece elogios só pela coragem de usar um título desses. Nada contra, muito pelo contrário, acho ótimo dar uma mudada nos padrões de vez em quando, afinal não tem nenhuma lei que defina quantas palavras tem que existir num título de filme, né?!

Então vamos à obra! O filme dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca foi inspirado no livro homônimo de Marçal Aquino, que também trabalhou no roteiro do longa. O filme de 2012 foi a sexta parceria firmada entre Brant e Aquino no cinema, anteriormente eles já tinham feito “Os Matadores” (1997), “Ação Entre Amiogos” (1998), “O Invasor” (2001), “Crime Delicado” (2005) e “Cão Sem Dono” (2007).

Estrelado por Camila Pitanga, o filme conta a história de uma prostituta que deixa as drogas e as ruas com a ajuda de um pastor evangélico, Ernani (Zé Carlos Machado). Feliz com a possibilidade de uma nova vida e com o fato de que alguém a enxergou como ser humano, Lavínia (Pitanga) se casa com Ernani. O casal deixa São Paulo e segue par o Pará.

Depois de ter sua vida conjugal estabelecida no Norte do Brasil, Lavínia conhece Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo que resolveu trocar a agitação da metrópole pelo interior do Pará. A partir daí se cria um triângulo amoroso imprevisível.

Gustavo Machado e Camila Pitanga

O Norte do país é lindamente retratado pelo filme, que possui uma fotografia elogiável. O que também é muito retratado pelo filme é a nudez de Camila Pitanga. Isso mesmo, se você quer ver a atriz global pelada, assista “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”. Nesse ponto eu faço minha crítica à história, por achar desnecessária tanta falta de roupa. Mas para falar melhor sobre nudez, não apenas neste filme, mas no cinema brasileiro em geral, é preciso fazer um post especial, principalmente com outras opiniões. Mas analisando apenas este filme de Beto Brant, eu arrisco em dizer que a nudez foi desnecessária em alguns momentos.

Confesso que comecei a assistir ao filme com uma certa má vontade (não sei porque, talvez o dia e o calor infernal que me deixa zonza) e isso pode obviamente afetar minha recepção a ele, mas achei que ele foi muito apelativo em alguns momentos. A primeira cena do filme é uma mulher nua, mulher esta que em nenhum momento participa da história. Ok que essa cena poderia estar retratando os habitantes da distante cidade paraense, e talvez até estar fazendo uma referência entre a integração homem-terra. Esta primeira e todas as cenas de nudez podem sim ter sentido e se encaixarem perfeitamente dentro do filme, mas achei que muitos desses takes foram descecessários e, por que não, apelativos.

O filme foi lançado em maio de 2012 e teve cerca de 108 mil espectadores. Os números foram fracos e à reação a ele também, tanto que não vi muita divulgação e nem muitos comentários sobre ele. Foi o que disse no início do texto, achei um filme com um título exótico e assisti. O que é uma pena, pois independente deu ter gostado ou não da história, os filmes brasileiros deveriam ser mais divulgados.

Por Débora Anício

8 de Janeiro de 2013 at 20:00 Deixe um comentário

Trailer: Vai que Dá Certo

Vaiquedacerto

 

A história conta a história de cinco amigos de adolescência  frustrados por não terem alcançado o sucesso que projetaram para suas vidas. A possibilidade de recuperar o tempo perdido surge através de uma tentadora e arriscada proposta: o assalto a uma transportadora de valores. O crime (quase) perfeito que prometia transformar suas trajetórias cumpre o seu propósito, mas não exatamente como planejaram.

21 de Dezembro de 2012 at 18:37 Deixe um comentário

O Cheiro do Ralo (2007)

o-cheiro-do-raloverde

O Cheiro do Ralo é um dos filmes mais engraçados que já vi no cinema brasileiro, mesmo que a grande maioria das pessoas que estavam na sessão onde eu me encontrava, na época  de sua exibição, pensassem diferente. Eu até entendo, pois a história de amor contada na película é um tanto quanto diferente do que o público médio está acostumado.

O filme é baseado no romance homônimo de Lourenço Mutarelli, um dos grandes escritores da cena nacional da atualidade, e é protagonizado pelo onipresente Selton Mello, em um dos papéis que considero um dos melhores de sua carreira, a direção ficou a cargo de Heitor Dhalia, dos elogiados Nina (2004) e À Deriva (2009), que também ajudou a escrever o roteiro juntamente com Marçal Aquino.

Lançado em 2007, O Cheiro do Ralo conta a história de Lourenço, dono de uma loja que compra objetos usados, seus principais clientes são pessoas com dificuldades financeiras, e Lourenço aproveita desta situação para negociar os objetos e comprá-los por preços baixos, chegando a ser sádico com as pessoas que vão até ele vender peças muitas vezes significativas em suas vidas, até se apaixonar por uma bunda.

Sim, o protagonista do filme se apaixona por uma bunda, não pela dona dela, para Lourenço o que existia apenas naquele universo era a bunda e ele irá durante toda a trama buscar ter aquela bunda só pra ele.

A  bunda

A bunda

Lourenço não enxerga o ser humano, a sua profissão e a sua personalidade com o passar dos anos o fez apenas enxergar objetos, e é dessa forma que ele lida com as pessoas que o cercam, querendo apenas dela aquilo que o interessa, comprando a preço baixo tudo que é mais valioso para elas. Mas tudo começa a ser questionado por ele quando começa  a sentir um forte cheiro vindo ralo do banheiro de sua loja, a partir daí, começa uma série de questionamentos da vida e do ser humano.

Chega um momento que para dar fim ao cheiro insuportável que vem do ralo,  manda tampa-lo com cimento. Mas isso pode também ser interpretado como a vontade de Lourenço em acabar com as ideias que tanto o incomodam.

Para mostrar ainda mais a dificuldade do personagem em ter relações sociais, o filme nos mostra a única coisa que desperta o afeto nele, um olho de vidro que passa a ser sua obsessão, criando uma história própria pra ele, o olho ganha história para preencher um vazio em sua vida.

Selton Mello e Lourenço Mutarelli

Selton Mello e Lourenço Mutarelli

Em uma interpretação soberba de Selton Mello, ele nos faz interessar por um personagem que  não tem nenhum sentimento que nos faça gostar dele, um cara que pouco se importa pelo destino das pessoas, que exala o seu desprezo e cinismo, um sujeito desprezível. Mesmo com todas essas “qualidades”, o filme é muito engraçado, principalmente se você for fã de humor negro.

Recomendo muito este filme, não tem um humor fácil, é extremamente inteligente, um dos grandes filmes da história recente do cinema nacional. E fica a pergunta: O Cheiro vem do ralo?

Curiosidades

  • O que torna o filme ainda mais interessante foi a forma que foi produzido, custando uma mixaria (em termos cinematográficos) e bancado por quase todas as pessoas que participaram das filmagens e sendo todos creditados como produtores.
  • Lourenço Mutarelli interpreta o segurança de Lourenço.
  • Tirando o personagem principal, nenhum outro personagem é chamado pelo nome.

Veja o filme:

Por Gederson Ferreira

18 de Dezembro de 2012 at 21:47 Deixe um comentário

Primo Basílio (2007)

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São filmes como esse que tornam muito difícil a nossa missão de defender o cinema brasileiro. Em qualquer discussão sobre o tema sempre perderemos essa batalha, pois é impossível defender “Primo Basílio”. Baseado no livro homônimo do português Eça de Queiróz, a produção brasileira dirigida por Daniel Filho (FILME NÃO É NOVELA, APRENDA ISSO PELO AMOR DE DEUS!) é uma afronta à inteligência do público e um desrespeito à obra original. Para criticar (mesmo) o filme terei que falar sobre sua trama, então, se você não quer spoilers de uma história criada há 134 anos, não leia o texto antes de ler o livro. Sim, o livro, porque não recomendo este filme nem pra meu pior inimigo.

Publicado em 1878, o livro é um dos mais famosos e importantes do escritor português. Embora não seja meu favorito, considero “O Primo Basílio” apenas bom, mas muito chato; sou mais “Os Maias” e muito mais “O Crime do Padre Amaro”, obra contundente e indispensável. Mas… foco! A obra retrata uma família burguesa de Lisboa que vive, aparentemente, num lar perfeito e feliz. E como é costume de Queiróz, ele nos mostra que nada é tão perfeito assim e a vida da protagonista Luísa muda quando seu marido (Jorge) viaja a trabalho no mesmo período em que seu primo Basílio (antigo namoradinho) volta à cidade. Luísa trai o marido com Basílio e, quando Jorge volta para casa, ela é chantageada pela empregada (Juliana).

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A amargurada e cruel Juliana faz da vida da pobre Luísa um inferno, obrigando a protagonista a fazer todas as tarefas domésticas. A chantagem pode parecer infantil num primeiro momento, mas a nova configuração da casa incomoda Jorge, mas Luísa não pode entregar a empregada porque senão estaria se entregando. Luísa vive um verdadeiro inferno psicológico por muito tempo e finalmente sucumbe a ele, morrendo no fim do livro.

A tragédia portuguesa foi transferida para a cidade de São Paulo da década de 50 na adaptação brasileira. Com um elenco estelar (global), o filme se preocupa apenas em esticar ainda mais o pedestal em que a mídia coloca Glória Pires (Juliana) e mostrar cenas de sexo entre Luísa (Débora Falabella) e Basílio (Fábio Assunção). Sem contar no sempre dispensável Reynaldo Gianecchini (Jorge). Desculpa mundo, mas tire a beleza de Giane e nada sobra. Ele é um ator horroroso e não acrescenta nada a nenhum personagem. Ter Gianecchini no elenco é como entrar pra jogar futebol com apenas 9 na linha.

O filme se demora mais nas cenas de nudez e sexo entre o casal de amantes do que na relação abusiva e chantagista entre Juliana e Luísa, que para mim é a melhor parte da história. A pressão psicológica em que a emprega submete a patroa é sensacional. A inversão de papéis é muito bem construída no livro, assim como a degradação mental e física de Luísa. E isso não é passado no filme. A adaptação não tem 1% da profundidade alcançada pela obra original.

“O Primo Basílio” não é apenas um casal de amantes se pegando. O livro é uma crítica à sociedade burguesa e um retrato escancarado da classe mais baixa, retratada por Juliana. A empregada solteirona, feia, rabugenta odeia a vida que leva, assim como odeia todos à sua volta. A vida da insuportável mulher é fazer da vida do outro um inferno, e é isso que ela faz quando inverte o papel na casa dos patrões. Juliana passa a ser a patroa e Luísa a empregada humilhada.

Para mim o grande defeito de “Primo Basílio” é seu diretor, Daniel Filho. Todo o meu respeito à carreira do profissional na TV, mas ele não sabe fazer cinema, ou melhor (ou pior) ele deve achar que cinema é televisão, porque “Primo Basílio” nada mais é do que uma novela contada em duas horas numa tela grande. Gianecchini é sofrível como sempre, Glória Pires se esforça para dar dignidade a uma maravilhosa personagem pessimamente explorada pelo diretor, e Débora Falabella e Fábio Assunção tentam salvar suas peles em meio a uma história muito mal contada.

Por Débora Anício

14 de Dezembro de 2012 at 18:25 Deixe um comentário

O Homem do Ano (2003)

Só tenho uma coisa a dizer sobre esse filme: Murilo Benício é FODA! Não lembro detalhes da história e de como ela termina, pois tem muito tempo que vi o filme. Por isso mesmo não posso dizer com precisão se ele é ótimo ou não. A única coisa que me resta é a memória afetiva de uma história que vi aos 18 ou 19 anos, então digo que “O Homem do Ano” é sensacional.

O homem do ano

Assisti ao filme na TV, mesmo lugar em que conheci e acompanho a carreira de Murilo Benício. Sempre fui fã do ator fluminense, mas confesso que minha paixão por seu talento foi sacramentada ao ver “O Homem do Ano”. Benício está transformado. É impressionante a força com a qual ele interpretou Máiquel. O trabalho foi tão brilhante que eu não conseguia enxergar o Benício interpretando o Máiquel. Eu só via o Máiquel.

Baseado no livro “O Matador”, de Patrícia Melo, a história foi adaptada para o cinema por José Henrique Fonseca, filho do maravilhoso escritor Rubem Fonseca e marido de Cláudia Abreu, atriz que interpreta a esposa de Máiquel. A história conta a vida de um cara normal, um suburbano carioca que pinta o cabelo de loiro após perder uma aposta para um amigo. O novo visual lhe rende uma briga com outro colega (Wagner Moura), um vizinho marginal. Máiquel não suporta a chacota e num momento de ira mata o tal colega. Só que, detalhe, todos odiavam o cara, um ladrãozinho de merda que atormentava a comunidade.

Após esse crime, Máiquel é visto como um herói por todos. E a sequência onde ele é presenteado pela comunidade foi uma das melhores que eu já vi no cinema nacional. A todo momento alguém bate à sua porta pra lhe dar um presente, e entre os mimos está um porco. Isso mesmo, um porco que Máiquel cuida como se fosse um filhote de cachorro. A relação dele com o bicho é engraçadíssima e rende muito ao longo da história.

Para fazer o filme, Benício teve que descolorir os cabelos e criou um trejeito facial que lhe causou problemas em seu trabalho seguinte, a novela “O Clone” (2001). (Lembrando que o filme foi lançado em 2003, mas as filmagens aconteceram bem antes desta data). Na trama global o ator interpretou três personagens protagonistas e foi muito criticado por seu desempenho. Não querendo, mas já defendendo, não é fácil fazer três papéis em uma novela de nove meses, ainda mais quando o personagem anterior te exigiu tanto que você ainda não conseguiu sair dele.

Após se tornar herói de sua comunidade, Máiquel passa a ser conhecido pela polícia e pelas demais classes sociais. E a ponte entre ser o herói do povo a se transformar num matador de aluguel é transposta após um pedido de seu dentista. Máiquel não tem condições de pagar por um canal no dente, e o prestimoso profissional oferece seu serviço em troca de um pequeno servicinho de Máiquel.

E é aí que nosso protagonista se transforma. Ele segue o caminho Walter White e de um simples e pacato cidadão se torna um matador respeitado, temido e bajulado pela alta classe carioca. O mundo dele se transforma, assim como a relação com sua mulher, que é afetada pelo porco e por outras mulheres. Apesar do filme ser relativamente velho, não vou dar spoilers sobre o porco, é muito divertido esse arco da história e não tirarei de vocês essa sensação.

Como disse, não lembro muitos detalhes da história que também conta com as participações de Natália Lage, Jorge Dória, José Wilker, Mariana Ximenes e Paulo Césas Pereio. O que me recordo perfeitamente é da atuação especial de Murilo Benício. O personagem é simplesmente improvável, suas atitudes e mudanças são incríveis. E tudo isso é feito com muito talento por Benício. Ele é um matador assustador, e sua ira vai crescendo de uma forma que é impossível não se amedrontar diante da tela. Assistam “O Homem do Ano”, um dos melhores filmes brasileiros que já vi e uma das melhores atuações da carreira de Murilo Benício. Eu recomendo muito!

Por Débora Anício

11 de Dezembro de 2012 at 2:22 Deixe um comentário

As Aventuras de Agamenon, O Repórter (2012)

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Este filme estrelado por Marcelo Adnet, um dos grandes nomes do humor brasileiro atualmente, e escrito por dois integrantes do antigo e outrora engraçado Casseta e Planeta, Hubert e Marcelo Madureira, falha miseravelmente em sua missão, que é a de fazer rir.

Baseado no personagem criado por Marcelo Madureira e Hubert, o repórter Agamenon Mendes Pedreira, colunista dominical do jornal O Globo. As Aventuras de Agamenon conta a história desse sujeito que presenciou todos os eventos importantes ocorridos no mundo no século XX.

Contada em forma de falso documentário, o filme tem as presenças ilustres de Caetano Veloso, Paulo Coelho, Jô Soares, Ruy Castro, Pedro Bial e tantos outros, para dar os seus depoimentos sobre este sujeito tão peculiar. Mas a narrativa é capenga, se parecendo com pequenas esquetes de um programa de humor da TV, e um humor ruim, destes que nos acostumamos a ver no Zorra Total, A Praça é Nossa e no finado Casseta & Planeta Urgente. Ele não tem sentido algum, mas não é aquele nonsense inteligente que vemos no Monty Python, ele não tem sentido no quesito ESSA PORRA FOI FEITA SEM ROTEIRO?

Fazendo uso de piadas velhas,  um dos poucos momentos em que você esboça um sorriso é uma cena em que eles parodiam um quadro que Adnet apresentou no Comédia MTV e foi sucesso no Youtube. As Aventuras de Agamenon já nasceu ultrapassado se assemelhando bastante ao humor escatológico de filmes do estilo Deu Uma Louca em Hollywood. Por isso, se você for um cara esperto, passará longe deste atentado ao cinema brasileiro. Não quero mais falar dele,  já fiz muito ao assisti-lo até o final, pois tinha a obrigação de escrever para este blog.

Mas se quiser assistir mesmo assim, aperte o play no vídeo. Já deixo claro, não me responsabilizo por sua hora perdida.

por Gederson Ferreira

7 de Dezembro de 2012 at 18:11 1 comentário

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